
18 de junho de 2026
Daiane
Expandir para o mercado internacional não começa com a venda nem com o embarque da primeira carga. Começa muito antes, na capacidade da empresa de operar com previsibilidade em um ambiente mais regulado, mais competitivo e sensível a custos logísticos e variações cambiais . Exportar exige adaptação de produto, estrutura financeira, domínio técnico e organização operacional. Sem esse preparo, o que deveria ser uma oportunidade de crescimento tende a gerar margens comprimidas, problemas contratuais e perda de competitividade já nas primeiras negociações. Antes de buscar clientes no exterior, é necessário validar se a empresa atende a requisitos básicos que sustentam uma operação internacional . A seguir, um checklist para essa avaliação: 1. Produto com potencial internacional O produto atende às exigências técnicas, regulatórias e de qualidade do mercado de destino? Possui diferenciais claros como preço, especificação, design ou posicionamento? Nem todo produto competitivo no Brasil encontra demanda fora. Barreiras técnicas, certificações obrigatórias e preferências locais influenciam diretamente a aceitação. 2. Capacidade produtiva e escala A empresa consegue atender volumes maiores com consistência de qualidade e prazo? Exportação não tolera instabilidade. A quebra de fornecimento ou atraso em pedidos compromete a relação comercial e reduz a chance de recompra. 3. Estrutura documental e habilitação A empresa está habilitada para exportar e apta a operar no comércio exterior? No Brasil, isso envolve registro e operação via Receita Federal do Brasil e sistemas como o Siscomex. Também é necessário domínio de documentos, certificado de origem e exigências específicas do país importador. 4. Formação de preço internacional O preço considera todos os custos da operação como: produção logística interna e internacional seguros custos portuários variação cambial eventuais incentivos ou tributos no destino Um erro recorrente é exportar com base no preço doméstico, sem incorporar essas variáveis, o que compromete a margem. 5. Conhecimento logístico A empresa entende como funcionam os modais e os termos de negociação internacional? Os Incoterms definem responsabilidades, custos e riscos entre comprador e vendedor. Uma escolha inadequada pode transferir obrigações não previstas e afetar o resultado da operação. 6. Estrutura financeira e fluxo de caixa A empresa suporta ciclos financeiros mais longos? Exportações envolvem prazos maiores entre produção, embarque e recebimento. Além disso, operações podem incluir: pagamento antecipado carta de crédito cobrança documentária Sem capital de giro, a operação perde fôlego rapidamente. 7. Capacidade de negociação internacional A equipe domina práticas comerciais globais? Negociar fora do Brasil envolve: padrões contratuais diferentes prazos mais rígidos comunicação objetiva adaptação cultural Falhas aqui não travam apenas uma venda mas comprometem a reputação. 8. Estratégia comercial definida A empresa definiu mercados prioritários e canais de venda? Exportar sem foco geográfico ou setorial reduz eficiência comercial. É necessário decidir entre: distribuidores locais venda direta marketplaces B2B, como o Alibaba Cada canal exige abordagem e estrutura distintas. 9. Suporte operacional A empresa conta com parceiros especializados? Operações internacionais envolvem múltiplos agentes, como: despachantes aduaneiros agentes de carga bancos com experiência em câmbio A ausência desse suporte aumenta o risco de erro e custo operacional. Preparação como fator decisivo Exportar não é uma extensão automática do mercado interno. É uma operação com regras próprias, custos adicionais e exigência maior de controle. Empresas que estruturam esse processo antes de iniciar as vendas tendem a operar com mais previsibilidade, proteger margens e construir relações comerciais mais estáveis. Quer avaliar se sua empresa está pronta para exportar e entender quais ajustes priorizar? Entre em contato com a equipe do Alibaba IEST e receba uma orientação prática para estruturar sua operação internacional.

28 de maio de 2026
Daiane
Quem começa a importar, especialmente via plataformas como o Alibaba, costuma enfrentar um obstáculo recorrente: a linguagem técnica do comércio exterior. Sem entender esses termos, o risco não está apenas na negociação, mas em custos inesperados, atrasos logísticos e até retenção de mercadorias. Antes de fechar qualquer pedido internacional, é necessário dominar os conceitos que estruturam a operação, do contrato com o fornecedor ao desembaraço no Brasil. A seguir, um glossário organizado pelas principais etapas da importação: 1. Negociação e condições comerciais Incoterms (International Commercial Terms) Regras padronizadas pela Câmara de Comércio Internacional (ICC) que definem responsabilidades de comprador e vendedor quanto a custos, riscos e logística. Determinam quem paga transporte, seguro e desembaraço, além do ponto de transferência de risco. Importante: Incoterms não definem a propriedade da mercadoria, apenas obrigações logísticas. FOB (Free on Board) Modalidade em que o vendedor é responsável por todos os custos e riscos até que a mercadoria seja carregada no navio indicado pelo comprador, no porto de origem. A partir do embarque, o comprador assume frete internacional, seguro (se houver) e demais etapas da operação. CIF (Cost, Insurance and Freight) Nesse modelo, o vendedor contrata e paga o frete internacional e o seguro até o porto de destino. No entanto, o risco da carga é transferido ao comprador ainda no momento do embarque, o que exige atenção quanto à cobertura do seguro contratado. EXW (Ex Works) Condição em que o vendedor apenas disponibiliza a mercadoria em seu estabelecimento (fábrica ou armazém). Toda a logística, retirada, transporte interno, exportação, frete internacional e importação, fica sob responsabilidade do comprador, sendo uma das modalidades que mais exigem estrutura operacional. MOQ (Minimum Order Quantity) Quantidade mínima exigida pelo fornecedor. Impacta custo unitário, necessidade de capital e risco de estoque. 2. Planejamento logístico Lead time Tempo total entre o pedido e a entrega final. Inclui produção, embarque, transporte, desembaraço e distribuição. Um cálculo impreciso afeta o estoque e o fluxo de caixa. Frete internacional Transporte entre países, realizado por via marítima, aérea ou multimodal. A escolha envolve custo, prazo e risco. Container Unidade padronizada de transporte, geralmente de 20 ou 40 pés. A escolha influencia diretamente o custo logístico. Freight forwarder (agente de cargas) Empresa que coordena o transporte internacional, negocia frete, consolida cargas e gerencia etapas logísticas entre origem e destino. 3. Documentação da operação Invoice (Fatura Comercial) Documento que formaliza a venda internacional. Contém dados do produto, valores, moeda, Incoterm e partes envolvidas. Serve de base para tributos e controle aduaneiro. Packing List Detalha como a carga está embalada: volumes, pesos, dimensões e tipo de acondicionamento. Facilita inspeção e conferência. BL (Bill of Lading) Conhecimento de embarque marítimo que funciona como contrato de transporte e comprovante de entrega da carga ao transportador. Em alguns casos, também atua como título de posse da mercadoria, dependendo do tipo de emissão. 4. Classificação e exigências legais HS Code (Harmonized System Code) Sistema internacional de classificação de mercadorias utilizado globalmente para padronizar produtos no comércio exterior. NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) Código adotado no Brasil com base no HS Code, com maior detalhamento. Define tributos e exigências regulatórias. Licença de Importação (LI / LPCO) Autorização exigida para determinados produtos, integrada ao módulo LPCO do Siscomex. Pode ser necessária antes do embarque ou do desembaraço. Valor aduaneiro Base de cálculo dos tributos de importação. Inclui valor da mercadoria, frete internacional e seguro, conforme regras internacionais. 5. Processo aduaneiro no Brasil Despacho aduaneiro Procedimento que formaliza a entrada da mercadoria no país, com registro da declaração, análise documental, eventual inspeção e pagamento de tributos. RADAR Habilitação da Receita Federal que permite operar no comércio exterior. Possui modalidades (Expressa, Limitada e Ilimitada), que determinam o volume autorizado para importação. Siscomex Sistema eletrônico que integra o registro e controle das operações de comércio exterior no Brasil. DUIMP (Declaração Única de Importação) Novo modelo de declaração que substitui gradualmente a DI, dentro do processo de modernização do Siscomex. Canal de parametrização Define o nível de fiscalização: Verde: liberação automática Amarelo: análise documental Vermelho: inspeção física Cinza: investigação aprofundada 6. Tributos na importação II (Imposto de Importação) Tributo federal definido pela NCM e calculado sobre o valor aduaneiro. IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) Incide sobre produtos industrializados, inclusive importados. ICMS Tributo estadual cobrado na importação. Sua base inclui outros impostos, elevando o custo total. PIS e COFINS na importação Contribuições federais calculadas sobre uma base ampliada, que inclui valor aduaneiro, tributos e as próprias contribuições. AFRMM Adicional cobrado sobre o frete no transporte aquaviário, com alíquotas que variam conforme o tipo de navegação. 7. Custos operacionais e riscos Armazenagem Custo pela permanência da carga em recintos alfandegados. Atrasos no despacho aumentam esse valor. Demurrage (sobrestadia) Multa por atraso na devolução do container ao armador. Pode gerar custos elevados em poucos dias. Seguro internacional Proteção contra perdas e danos durante o transporte. A cobertura varia conforme as cláusulas contratadas. 8. Regimes e profissionais envolvidos Drawback Regime que permite importar insumos com suspensão ou isenção de tributos para produção de bens destinados à exportação. Despachante aduaneiro Profissional que representa a empresa junto à Receita Federal e garante o cumprimento das exigências legais. 9. Órgãos reguladores Anvisa Fiscaliza produtos relacionados à saúde. Inmetro Define normas técnicas e certificações obrigatórias. Ministério da Agricultura e Pecuária Controla produtos de origem animal e vegetal. Leia também: O “Ouro Brasileiro” em mãos estrangeiras: 15 produtos com alta demanda no mercado internacional

26 de fevereiro de 2026
Daiane
O mercado pet é um dos que mais cresce globalmente, e o Brasil, sendo o terceiro maior país em faturamento do setor no mundo, possui um potencial exportador gigantesco. Se você é um fabricante de pet food, acessórios ou produtos de higiene, o Alibaba.com é a vitrine ideal para levar a qualidade brasileira para compradores em mais de 190 países. Mas como transformar esse potencial em vendas internacionais? Neste post, exploramos as tendências e o passo a passo para exportar com sucesso. 1. Por que exportar produtos pet brasileiros? O diferencial do Brasil no mercado internacional reside na qualidade das matérias-primas e na inovação. Alguns segmentos têm se destacado: Pet Food Premium: A abundância de proteínas animais e grãos de alta qualidade no Brasil atrai compradores que buscam rações de alto valor nutricional. Higiene e Cosmética: Shampoos e produtos de banho com ingredientes da biodiversidade brasileira (como açaí e cupuaçu) são muito valorizados no mercado externo. Mastigáveis e Petiscos Naturais: Há uma demanda crescente por produtos de origem animal desidratados e naturais, onde o Brasil é extremamente competitivo. 2. Identificando a demanda no Alibaba Para quem quer exportar, a plataforma oferece ferramentas valiosas como o RFQ (Request for Quotation). Ao monitorar as RFQs, você pode identificar exatamente o que compradores da Europa, Ásia e América do Norte estão buscando. Dica de Ouro: Fique de olho na "Humanização dos Pets". Itens que refletem o cuidado que teríamos com humanos, como alimentos funcionais e acessórios ergonômicos, estão no topo das buscas globais. 3. Estratégias para se destacar como Exportador No ambiente B2B do Alibaba, a confiança é a moeda principal. Para exportadores brasileiros, recomendamos: Certificações em dia: Destaque selos de qualidade e registros (como o do MAPA no Brasil) e certificações internacionais que comprovem a segurança dos seus produtos. Otimização do Mini Site: Utilize palavras-chave em inglês que compradores globais usam (ex: "Natural Dog Treats", "Bulk Cat Food"). Atendimento Ágil: Compradores internacionais valorizam a rapidez. Use o app do Alibaba para responder cotações em tempo real. 4. O papel do IEST Group na sua jornada Exportar exige conhecimento de logística, barreiras tarifárias e o funcionamento da plataforma. O IEST Group atua como o braço oficial de suporte ao exportador brasileiro, ajudando desde a configuração da conta até estratégias avançadas de visibilidade para que seus produtos pet cheguem às prateleiras de todo o mundo. Com a estratégia certa e o uso das ferramentas do Alibaba, sua empresa pode deixar de ser um player regional para se tornar um fornecedor global. Leia também: Como a ApexBrasil prepara empresas para exportar pelo Alibaba

23 de outubro de 2025
Daiane
O drawback é um regime aduaneiro especial que reduz o custo de produção de bens destinados à exportação. Ele permite que empresas importem ou adquiram insumos no mercado interno com suspensão, isenção ou restituição de tributos, desde que esses insumos sejam usados na fabricação de produtos exportados. Criado em 1966, o regime segue como um dos principais instrumentos de estímulo às exportações brasileiras. Em um cenário de câmbio volátil e custos logísticos elevados, o drawback ajuda as empresas a manter competitividade internacional e melhorar o fluxo de caixa ao aliviar a carga tributária sobre insumos produtivos. O programa é administrado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em parceria com a Receita Federal do Brasil. As solicitações são feitas pelo sistema Drawback Web, no Portal Único de Comércio Exterior (Siscomex). Modalidades do drawback O regime possui três modalidades: suspensão, isenção e restituição. Suspensão: permite importar insumos sem recolher tributos como Imposto de Importação (II), IPI, PIS e Cofins, desde que esses insumos sejam usados na produção de bens exportados. Isenção: concede o mesmo benefício tributário na reposição de insumos equivalentes aos já empregados em produtos exportados. Restituição: prevê o reembolso de tributos pagos sobre matérias-primas utilizadas na produção de bens exportados, embora seja pouco usada atualmente. O prazo padrão para concluir as operações é de um ano, prorrogável por mais doze meses, conforme o ato concessório emitido pela Secex. O descumprimento das condições implica o pagamento dos tributos suspensos, com juros e multa. Quem pode utilizar o regime O benefício é destinado a empresas exportadoras de qualquer porte, desde que comprovem o vínculo entre os insumos e os produtos exportados. O uso do regime requer controle contábil e documental rigoroso, além do cumprimento dos prazos e metas previstos no ato Leia também: Como vender produtos no Alibaba.com

15 de outubro de 2025
Daiane
No ambiente global, atuar com fornecedores ou clientes internacionais pode expandir fronteiras, gerar ganhos competitivos e diversificar mercados. Mas existe um risco que muitas vezes é negligenciado: o risco cambial. Para empresas brasileiras que dependem do câmbio para pagar insumos, exportar produtos ou firmar parcerias, esse fator pode corroer margens, gerar surpresas desagradáveis e comprometer o planejamento financeiro. A seguir, apresentamos estratégias práticas e conhecimentos indispensáveis para quem deseja atuar com mais segurança no cenário internacional. Por que o risco cambial é importante Quando você fecha um contrato internacional com pagamento futuro, está sujeito a flutuações na taxa de câmbio entre o momento da negociação e a liquidação. Caso a moeda do país parceiro (por exemplo, o dólar, euro, yuan) valorize frente ao real, sua despesa aumenta sem aviso, e esse impacto pode ser expressivo, especialmente em contratos de médio ou longo prazo. Empresas que dependem de importações de insumos, matérias-primas ou mercadorias prontas sabem que essa oscilação pode alterar significativamente o custo final do produto e inviabilizar margens. Além disso, em exportações, o risco é o inverso: se o real se valoriza, o valor convertido em reais da receita internacional diminui. Principais causas de variação cambial Para entender como e por que o câmbio oscila, vale observar os seguintes fatores: Política monetária, especialmente decisões de juros nos EUA e China ; Expectativas de inflação; Atividade econômica mundial (exportações, importações, investimentos); Instabilidade política, crises ou choques externos; Fluxos de capital estrangeiro e expectativas dos investidores. Monitorar esses elementos permite antecipar movimentos e ajustar operações com mais precisão. Estratégias efetivas para mitigar riscos cambiais Aqui estão as principais técnicas e práticas que empresas podem adotar para manter previsibilidade em negociações internacionais: 1. Contratos a termo (forward) Você e o cliente ou fornecedor firmam antecipadamente uma taxa de câmbio para uma data futura. Assim, a taxa está “travada” e não será afetada por oscilações posteriores. Ideal para contratos de médio prazo, é uma ferramenta bastante usada no comércio exterior. 2. Opções de câmbio Funciona como um mecanismo de seguro: você paga um “prêmio” e tem o direito, mas não a obrigação, de executar a operação no câmbio acordado. Se o mercado favorecer, você pode optar por não usar e fazer a operação “livremente”. 3. Cláusulas de reajuste cambial Em contratos de longo prazo, inserir cláusulas que permitam ajustes conforme variação cambial (ou índices atrelados ao câmbio) protege ambas as partes de perdas súbitas. 4. Diversificar moedas negociadas Em vez de operar apenas com dólar, pode-se negociar em euro, yuan ou outras moedas, dependendo da origem ou destino comercial. Isso dilui o risco de depender exclusivamente de uma moeda. 5. Contas em moeda estrangeira Manter contas bancárias em moedas como dólar ou euro permite que você receba ou faça pagamentos sem converter imediatamente, aproveitando momentos favoráveis de câmbio. 6. Gestão ativa de fluxo de caixa Planejar vencimentos, alinhar cronogramas de pagamento e recebimento, acompanhar projeções cambiais, tudo isso ajuda a evitar surpresas. Uma boa governança financeira é essencial. 7. Parcerias com especialistas em câmbio e consultorias de comércio exterior Para empresas que não têm estrutura interna robusta, trabalhar com consultorias especializadas ou bancos com mesa de câmbio ajuda a identificar o momento ideal para “fechar” operações e estruturar hedges eficientes. Se você deseja conhecer como integrar seus fornecedores pelo Alibaba com proteção cambial, fale conosco. Clique aqui e daremos o primeiro passo juntos.

25 de junho de 2025
Daiane
O Brasil é um dos maiores fornecedores de produtos agropecuários do mundo. Soja, carne, café e frutas fazem parte da pauta exportadora que chega a dezenas de países todos os anos. Mas, apesar do peso do agronegócio na economia brasileira, muitos pequenos e médios produtores brasileiros ainda enfrentam dificuldades para acessar compradores internacionais de forma direta. Plataformas digitais como o Alibaba têm ampliado as possibilidades de inserção global. Criada inicialmente para conectar empresas chinesas, a ferramenta se consolidou como um dos maiores marketplaces B2B do mundo, com milhões de compradores ativos em mais de 190 países. Para o setor agro brasileiro, isso representa uma porta de entrada relevante para novos mercados e negociações em escala. Como o Alibaba funciona para o agro Na prática, o Alibaba permite que produtores e exportadores brasileiros criem uma loja virtual dentro da plataforma. Nela, é possível listar produtos com descrições técnicas, certificados sanitários, capacidade de fornecimento e preços mínimos por volume. Importadores de países como China, Emirados Árabes, Índia e Rússia utilizam o site para buscar fornecedores confiáveis, negociar diretamente com eles e fechar contratos de compra. O sistema prioriza a credibilidade dos vendedores, o que exige do produtor brasileiro uma postura profissional desde o primeiro contato: domínio da documentação exigida, apresentação de portfólio em inglês e boa comunicação ao longo da negociação. Também é possível participar de feiras virtuais promovidas pelo Alibaba, em que compradores são conectados a expositores por categoria de produto. Oportunidades para diferentes perfis de produtores A plataforma atende desde exportadores consolidados até agricultores familiares com capacidade para fornecer produtos orgânicos, castanhas, mel, frutas secas ou polpas congeladas. Para estes nichos, o Alibaba pode funcionar como vitrine internacional, especialmente em tempos em que a demanda por alimentos saudáveis, rastreáveis e sustentáveis cresce entre os consumidores asiáticos e europeus. Segundo dados da própria plataforma, produtos como amendoim, açaí, própolis, carne bovina certificada e café especial têm despertado forte interesse entre compradores internacionais. Em muitos casos, o Alibaba também oferece serviços de intermediação logística e suporte na emissão de documentos aduaneiros, o que facilita o processo para quem ainda não tem experiência com exportação. Como começar Para ingressar na plataforma, o produtor precisa criar uma conta no Alibaba.com , escolher um plano de adesão (que varia conforme o nível de suporte desejado), cadastrar os produtos e investir em boas imagens e descrições comerciais. Uma consultoria especializada pode ser útil nas etapas iniciais, especialmente para adequação à legislação de exportação e às exigências sanitárias do país de destino. A seguir, veja dicas práticas para quem deseja usar o Alibaba para exportar produtos do agronegócio: Faça uma análise de mercado e identifique a demanda internacional para seu produto; Invista em certificações que agreguem valor (orgânico, halal, fair trade); Capriche nas fotos e nas descrições técnicas dos produtos; Mantenha preços competitivos e esteja preparado para negociar volumes mínimos; Estabeleça uma rotina de atendimento ágil aos compradores internacionais; Acompanhe feiras digitais e atualizações da plataforma para ampliar a visibilidade. O Alibaba pode ser mais do que um canal de vendas: pode funcionar como um termômetro para entender as exigências do mercado global e adaptar a produção rural brasileira a essas tendências. Quer saber como começar a exportar pelo Alibaba com suporte especializado? Fale com nosso time e veja como levar seu produto para o mundo.

4 de junho de 2025
Daiane
Escolher o modelo de transporte ideal é uma das decisões mais estratégicas em um processo de exportação. O custo, o tempo de entrega e o tipo de carga influenciam diretamente nessa escolha. Mas afinal, qual é a melhor modalidade de transporte: marítimo, aéreo ou rodoviário? A resposta depende do perfil da sua mercadoria, da urgência da entrega e da rota de destino. A seguir, destacamos os principais pontos de cada modelo para ajudar você a tomar uma decisão mais precisa. Transporte marítimo O transporte marítimo é o mais utilizado no comércio internacional. Sua principal vantagem está no custo por tonelada transportada, que costuma ser mais baixo do que nos outros modais, especialmente em longas distâncias. Quando usar: Cargas em grandes volumes e pesos elevados; Produtos que não exigem entrega rápida, como commodities, peças industriais ou alimentos não perecíveis; Exportações para países com portos bem conectados à cadeia logística. Pontos de atenção: O tempo de trânsito é maior, variando de semanas a meses dependendo da rota; Exige planejamento antecipado e documentação rigorosa. Transporte aéreo O modelo aéreo é o mais rápido, mas também o mais caro. É indicado para cargas com alto valor agregado, urgência ou sensibilidade. Produtos eletrônicos, medicamentos, peças de reposição e itens perecíveis; Encomendas urgentes ou entregas sob demanda; Mercadorias leves e com bom valor por quilo. Pontos de atenção: Limitações de peso e volume; Tarifas elevadas e maior impacto ambiental. Transporte rodoviário O transporte rodoviário é amplamente usado em exportações para países vizinhos, especialmente no Mercosul. Ele permite entrega porta a porta e maior flexibilidade em regiões com infraestrutura terrestre. Quando usar: Cargas com origem e destino em países com fronteiras terrestres; Produtos que exigem menor tempo de trânsito e manuseio direto; Operações logísticas integradas, como multimodalidade com portos ou aeroportos. Pontos de atenção: Sujeito a variações climáticas, fiscalização e restrições de circulação; Custos elevados para distâncias muito longas. Como escolher o modal certo? Antes de definir a melhor modalidade de transporte, avalie: Tipo e valor da carga; Prazos de entrega; Condições de armazenagem; Destino final; Orçamento disponível. Em muitos casos, a melhor opção pode ser uma combinação de modais (multimodal ou intermodal), equilibrando custo e eficiência. Se você ainda tem dúvidas sobre qual caminho seguir, podemos ajudar. Comece a exportar com segurança e eficiência. Fale com a gente e descubra qual o melhor caminho para sua carga sair do Brasil.

9 de abril de 2025
Daiane
O anúncio de novas tarifas entre EUA e China afeta diretamente as empresas que exportam para os dois países. O impacto varia conforme o setor, o destino da carga e o tipo de produto envolvido. Quem vende para o mercado chinês precisa revisar os custos logísticos e avaliar se a margem cobre o novo imposto. Já quem importa insumos chineses para produzir no Brasil e exportar para os EUA pode enfrentar aumento de custos e instabilidade nos prazos. As tarifas atingem setores como tecnologia, aço, químicos e veículos elétricos. A medida amplia tensões comerciais e pressiona cadeias produtivas globais. Exportadores brasileiros que operam nesse eixo precisam redobrar atenção à classificação tarifária de seus produtos e buscar alternativas logísticas, como triangulações por países com acordos comerciais ativos. Empresas com maior exposição ao mercado chinês devem observar possíveis barreiras técnicas e regulatórias que podem surgir como resposta. Além disso, o cenário exige monitoramento constante das decisões políticas de Washington e Pequim, que tendem a impactar fluxos de comércio com pouca previsibilidade. Para mitigar riscos, especialistas recomendam diversificar destinos de exportação, rever contratos com fornecedores e avaliar o uso de regimes aduaneiros especiais. A adoção de estratégias de inteligência comercial também ajuda a antecipar mudanças e reduzir perdas. Quem exporta precisa adaptar o planejamento. O cenário exige agilidade para responder a novas exigências alfandegárias e manter competitividade diante da reconfiguração das rotas comerciais globais. Aproveite o momento para diversificar seus mercados. Conte com nossa equipe para usar o Alibaba.com a seu favor e alcançar compradores em mais de 190 países.

19 de fevereiro de 2025
Daiane
Exportar e importar produtos envolve mais do que apenas encontrar compradores e fornecedores. Cada mercadoria que cruza fronteiras está sujeita a regulamentações, certificações e licenças que variam de acordo com o país de origem e destino. Além disso, sem esses documentos, sua carga pode ficar retida na alfândega, gerar custos inesperados ou até ser impedida de entrar no mercado. Se você deseja evitar surpresas e garantir que seu produto circule sem barreiras, é essencial saber quais certificações e licenças são permitidas tanto para exportar quanto para importar. Veja quais são indispensáveis para garantir que seu produto cruze fronteiras sem complicação. Certificações e licenças para exportação Registro de Exportador No Brasil, as empresas que desejarem exportar deverão ser registradas no Radar (Sistema Integrado de Comércio Exterior – Siscomex). Esse registro é feito pela Receita Federal e permite operar no comércio exterior. Certificado de Origem Necessário para obter benefícios tarifários em acordos comerciais entre países. Ele comprova a origem do produto e pode reduzir impostos de importação. Licença de Exportação Alguns produtos desativam licenças específicas antes de serem exportados, como alimentos, medicamentos, armas e itens químicos controlados. A obtenção varia de acordo com o órgão regulador (Anvisa, Mapa, Ibama, Exército, entre outros). Certificações Específicas do Setor Dependendo do produto, podem ser exigidos certificados internacionais, como: ISO 9001 (gestão da qualidade); HACCP (segurança alimentar); Aprovação FDA (para exportar alimentos e medicamentos para os EUA); Marcação CE (para vender produtos na União Europeia). Certificações e licenças para importação Registro de Importador Assim como na exportação, a empresa precisa estar cadastrada no Radar/ Siscomex para importar mercadorias. Licença de Importação (LI) Nem todos os produtos possuem uma Licença de Importação (LI), mas mercadorias sujeitas ao controle governamental precisam dessa autorização antes do embarque. Isso vale para bens sujeitos a controle sanitário, ambiental ou de segurança (como cosméticos, brinquedos e produtos químicos). Classificação Fiscal (NCM) Todo produto tem um código na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), que define impostos e regras específicas. Uma classificação errada pode resultar em deliberações. Certificações e Normas Técnicas Para comercializar um produto importado no Brasil, ele pode precisar de certificações de órgãos reguladores, como: Inmetro (para produtos eletrônicos, eletrodomésticos, brinquedos, etc.); Anvisa (cosméticos, medicamentos, alimentos); Mapa (produtos de origem animal e vegetal). Cada mercado tem suas regras, e entender essas exigências antes de exportar ou importar evita problemas e reduz custos. Para vender no Alibaba ou em qualquer plataforma internacional, conhecer esses requisitos é essencial para garantir que o produto chegue ao destino sem imprevistos. Se precisar de suporte para regularizar sua operação, entre em contato, nossa equipe pode ajudar a agilizar o processo.

12 de fevereiro de 2025
Daiane
FIFO, sigla para "First In, First Out" (ou PEPS, "Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair", em português), é um método de avaliação de estoque que assume que os itens mais antigos são usados ou vendidos primeiro. Este princípio reflete o fluxo natural de mercadorias, particularmente em indústrias que lidam com produtos perecíveis ou sensíveis ao tempo. O método FIFO garante que o estoque seja rotacionado de forma eficiente, minimizando o risco de obsolescência ou deterioração. Por exemplo, na indústria alimentícia, itens com datas de validade anteriores são usados ou vendidos antes de estoques mais novos. Da mesma forma, empresas de varejo adotam o FIFO para manter o estoque atualizado e satisfazer as expectativas dos clientes por produtos frescos. As operações de fabricação também podem contar com o FIFO para garantir que os componentes sejam usados na ordem em que são recebidos, reduzindo a probabilidade de desperdício ou defeitos. Como funciona o FIFO? O método FIFO é implementado rastreando sistematicamente o estoque desde a aquisição até a venda ou uso. As empresas mantêm registros para identificar o custo e a quantidade de estoque conforme ele se move pelo sistema. Cenário de exemplo: Considere um supermercado que compra leite. Janeiro: compra 100 unidades a R$2,00 cada. Fevereiro: compra 100 unidades a R$2,50 cada. Março: compra 100 unidades a R$3,00 cada. Se 150 unidades forem vendidas em abril, o custo dos produtos vendidos (CPV) seria calculado da seguinte forma no FIFO: 100 unidades de janeiro a R$ 2,00 = R$ 200,00 50 unidades de fevereiro a R$ 2,50 = R$ 125,00 Total de CPV = R$ 325,00 O inventário restante incluiria: 50 unidades a partir de fevereiro a R$ 2,50 100 unidades a partir de março a R$ 3,00 Essa abordagem sistemática simplifica a rotação de estoque, reduz o risco de obsolescência e garante uma contabilidade precisa. Benefícios Mantém a qualidade do produto usando primeiro o estoque mais antigo. Reduz o desperdício, especialmente de produtos perecíveis. Fornece um método claro para rastrear custos de estoque. O método de inventário FIFO O método de inventário FIFO não é apenas uma abordagem prática para a gestão de estoque físico, mas também um fator significativo na contabilidade e nos relatórios financeiros. Aplicação em contabilidade e controle de estoque Empresas que usam FIFO calculam o custo dos produtos vendidos (COGS) com base no custo dos itens de estoque mais antigos. Esse método geralmente se alinha de perto com o fluxo físico real de produtos, tornando-o intuitivo para o controle de estoque. Impacto nas demonstrações financeiras Durante períodos de inflação (aumento de preços), o FIFO tende a resultar em menor COGS, já que o estoque mais antigo e mais barato é registrado como vendido primeiro. Isso pode levar a maiores lucros reportados, já que o estoque restante reflete custos mais recentes e mais altos. Por outro lado, durante a deflação (queda de preços), o FIFO pode aumentar o COGS e reduzir os lucros. Esses impactos devem ser cuidadosamente considerados com base na estratégia financeira e nas necessidades de relatórios de uma empresa. Texto original: What is FIFO? Understanding the FIFO Inventory Method