3 de abril de 2024
No cenário em constante expansão do comércio internacional, a Europa está na vanguarda das exportações globais. Apesar da inflação, em 2024, prevê-se que as exportações da União Europeia atinjam níveis sem precedentes, contribuindo significativamente para o crescimento econômico da região. De acordo com previsões econômicas recentes, prevê-se que a Europa testemunhe um aumento de 5% nos volumes de exportação, solidificando a sua posição como um interveniente-chave no mercado global. Este aumento nas exportações não é apenas um feito numérico, mas uma prova do papel fundamental que as exportações desempenham na sustentação e no reforço da economia europeia. Ao explorarem diversos mercados globais, as nações europeias podem mitigar os riscos associados às flutuações econômicas e alavancar os seus pontos fortes à escala internacional. Além disso, as exportações promovem a interdependência econômica, fomentando os laços diplomáticos e a colaboração através de acordos comerciais. Principais exportações da Europa em 2024 A Europa possui diversas exportações, incluindo automóveis, máquinas, produtos farmacêuticos e agricultura. Da Espanha à Itália, os países europeus destacam-se nas exportações. Esta variedade sublinha a força econômica da Europa e a influência global em múltiplos setores. Máquinas e veículos No centro da capacidade de exportação da Europa está o setor das máquinas e dos veículos. Com tecnologia e inovação de ponta, os fabricantes europeus estão a satisfazer uma crescente procura global de máquinas e veículos de alta qualidade. Os veículos europeus são exportados para os principais compradores, incluindo os Estados Unidos (EUA) e a China. Em 2024, espera-se que este setor contribua significativamente para as receitas globais de exportação, com um crescimento projetado de 7%. A ênfase na sustentabilidade e em soluções ecológicas na produção europeia acrescenta uma camada extra de apelo para compradores internacionais. Produtos químicos A indústria química europeia está preparada para um crescimento substancial em 2024. O compromisso do continente com a investigação e o desenvolvimento, juntamente com padrões de qualidade rigorosos, garante que os produtos químicos europeus sejam altamente procurados a nível mundial. À medida que as indústrias em todo o mundo continuam a depender de fatores de produção químicos, os exportadores europeus deverão capitalizar esta procura, antecipando um aumento de 6% nas exportações neste setor. Comida e bebida A cozinha europeia é muito celebrada pela sua diversidade e qualidade e, em 2024, esta reputação traduz-se em oportunidades de exportação. Desde queijos artesanais a vinhos premium e produtos biológicos, o setor alimentar e de bebidas está preparado para um crescimento de 4% nas exportações. As empresas europeias têm a oportunidade de aproveitar a crescente tendência global de apreciação culinária, oferecendo um sabor do continente aos consumidores de todo o mundo. Equipamento industrial O setor do equipamento industrial continua a ser uma pedra angular da carteira de exportações da Europa. À medida que as economias emergentes investem no desenvolvimento de infraestruturas, a procura de equipamento industrial e aço de última geração aumenta. Em 2024, os exportadores europeus deste setor prevêem um crescimento de 5%, proporcionando amplas oportunidades para as empresas expandirem o seu alcance de mercado. Produtos farmacêuticos A crise sanitária mundial sublinhou a importância de uma indústria farmacêutica robusta e a Europa esteve à altura da ocasião. Em 2024, os produtos farmacêuticos deverão ser um importante impulsionador das exportações, com um crescimento esperado de 8%. As empresas farmacêuticas europeias, conhecidas pelas suas capacidades de investigação e adesão a padrões de qualidade, estão bem posicionadas para satisfazer a crescente procura global de soluções de cuidados de saúde. Equipamentos Informáticos e Eletrônicos Em uma era dominada pelos avanços tecnológicos, o setor europeu de equipamentos informáticos e eletrônicos é um interveniente fundamental no mercado global. Com um crescimento previsto de 6% em 2024, as empresas europeias especializadas em eletrônica têm a oportunidade de satisfazer a procura insaciável de dispositivos e soluções tecnológicas de ponta. 6 oportunidades para as exportações da Europa em 2024 Mercados emergentes O panorama do comércio internacional é dinâmico, com os mercados emergentes a oferecer novos caminhos para as exportações europeias. A análise do crescimento econômico, das políticas comerciais e das tendências de consumo nestes mercados fornece informações valiosas para as empresas europeias. Países como o Brasil, a Índia e o Vietnã estão a registar um crescimento econômico robusto, apresentando oportunidades lucrativas para as exportações europeias. A compreensão das necessidades e preferências específicas dos consumidores dessas regiões pode orientar as empresas europeias na adaptação dos seus produtos para satisfazer as exigências dos mercados emergentes. Acordos e Alianças Comerciais A importância dos acordos, negócios e alianças comerciais não pode ser exagerada no contexto das exportações europeias. A Comissão Europeia trabalha incansavelmente para estabelecer acordos comerciais fortes. Neste ano de 2024, acordos importantes deverão moldar as oportunidades de exportação, com iniciativas como o Acordo Econômico e Comercial Abrangente (CETA) e o Acordo de Parceria Econômica UE-Japão abrindo portas às empresas europeias. Estes acordos facilitam processos comerciais mais suaves, reduzem tarifas e melhoram o acesso ao mercado, oferecendo benefícios substanciais aos exportadores. Setores como o automóvel, a agricultura e a tecnologia serão os que mais ganharão com estes acordos. Indústrias Sustentáveis e Inovadoras À medida que cresce a consciência global sobre a sustentabilidade, há uma procura crescente por produtos ecológicos e inovadores. O EU ETS, ou Sistema de Comércio de Emissões da União Europeia, implementou políticas fundamentais para combater as alterações climáticas. À medida que os preços da energia disparam, as indústrias europeias adaptaram-se e estão a destacar-se na produção de bens sustentáveis. Desde soluções de energias renováveis até embalagens ecológicas, as empresas europeias podem posicionar-se como líderes em sustentabilidade. A adaptação dos processos de produção para se alinharem com as práticas verdes não só satisfaz as expectativas dos consumidores, mas também abre portas a mercados que procuram ativamente produtos sustentáveis. Transformação Digital Na era da conectividade digital, o aproveitamento da tecnologia é crucial para expandir os horizontes de exportação. As empresas europeias podem aproveitar o poder do comércio eletrônico, do marketing online e das plataformas digitais para atingir um público global. A acessibilidade e a conveniência das plataformas comerciais digitais, como o Alibaba.com, oferecem aos exportadores europeus uma forma simplificada de se conectarem com compradores internacionais. Adotar a transformação digital não só aumenta o alcance do mercado, mas também melhora a eficiência na gestão da cadeia de abastecimento e no envolvimento do cliente. Considerações Ambientais e Regulatórias As considerações ambientais e regulamentares desempenham um papel cada vez mais importante no comércio internacional. O Parlamento Europeu, conhecido pelas suas rigorosas normas ambientais, posiciona-se como líder em práticas sustentáveis. A adesão a estas normas não só garante a conformidade, mas também serve como uma vantagem competitiva para os exportadores europeus. Compreender e cumprir os requisitos regulamentares dos mercados-alvo é fundamental para o comércio internacional bem sucedido e sustentável. Financiamento e Apoio à Exportação As iniciativas governamentais e do setor privado desempenham um papel vital no apoio aos exportadores europeus. As políticas comerciais da UE, juntamente com iniciativas do Banco Central Europeu (BCE) e dos governos nacionais, prestam apoio financeiro e estratégico às empresas que pretendem expandir a sua presença internacional. Os exportadores europeus podem aderir ao financiamento, aos dados e aos recursos das exportações através de vários programas e organizações. Estas iniciativas vão desde seguros de crédito à exportação até subvenções para pesquisas de mercado e adaptação de produtos. Ao aproveitar estes recursos, as empresas podem mitigar riscos e aproveitar oportunidades de crescimento no mercado global. Texto original: 6 Opportunities for Europe's Exports in 2024 Imagem principal: Neirfy/ Adobe Stock
30 de janeiro de 2023
O Brasil é o principal produtor/exportador de café do mundo e um dos principais mercados que mais consomem do produto é o continente europeu. A Europa é responsável por 32% do consumo mundial. Sendo assim, como exportar café para Europa? O continente importa cerca de 54,4 milhões de sacas, e de forma disparada se isola como o principal destino do café exportado do Brasil. Abaixo, confira uma tabela com os principais países europeus que mais consomem café nacional. História da Exportação de Café com os Europeus De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé, a partir do ano de 1806 as exportações de café estavam na casa de 80 mil arrobas, aproximadamente 20 mil sacas. A expansão dos cafezais atraiu imigrantes italianos, espanhóis, portugueses e japoneses para trabalhar na colheita do grão. As divisas oriundas das lavouras cafeeiras aceleraram o desenvolvimento urbano nacional, sobretudo do Estado de São Paulo, com o surgimento de novas linhas ferroviárias e ramais secundários para escoar o café do interior ao Porto de Santos. Na França, o café foi introduzido por Thévenot em 1657, tornando-se logo um hábito na corte de Luís XIV. Em seguida apareceu em Londres, Inglaterra, a primeira casa de café. Berlim, Alemanha, teve seu primeiro café público em 1752, embora se admita que Hamburgo, também na Alemanha, lhe precedesse. Os holandeses, em fins do século XVII, levaram mudas de cafeeiros para a Malásia. Acredita-se que a Holanda foi responsável pela primeira muda de café plantada na América do Sul, pois os holandeses eram dominantes no território de Suriname. Nos primeiros 30 anos deste século, foram enviadas do Jardin des Plantes de Paris mudas de cafeeiros para a Martinica, cujas plantações se disseminaram pelas Antilhas e América do Sul. Conhecendo o Mercado Europeu Para entender melhor como exportar café para Europa, é necessário entender o mercado, ou seja, o seu público-alvo. Confira abaixo as principais características dos grandes importadores de café no continente europeu. PORTUGAL e ESPANHA: Portugal e Espanha, além de dividirem boa parte da Península Ibérica, também são alvos de grandes exportações do grão, mesmo não sendo nem top-3 do ranking de importadores europeus. Isso se deve ao fato da proximidade linguística e cultural de ambos os países com o território brasileiro. BÉLGICA: Na quinta posição do ranking temos a Bélgica, que movimenta cerca de US$302,24 milhões FOB anuais. No entanto, na mesma linha de importação da Alemanha, a busca pelo grão do café é predominante. Além dos dados mencionados acima, a capital da Bélgica, Bruxelas, foi usada como sede para o Acordo Mercosul - UE, em junho, o termo beneficia as exportações de café brasileiro para o continente europeu, tornando os produtos nacionais mais fortes e competitivos. FRANÇA: Conhecidos pela refinada gastronomia, pela belíssima cidade de Paris, e claro, por suas riquezas culturais. Além destas características, os franceses são grandes amantes do café brasileiro. Os Coffe Lovers, como são conhecidos os amantes do café, desfrutam muito do casamento entre os doces e o café. O grão Arábica se destaca entre os grãos mais utilizados pelos franceses, um outro aliado é o Café Acaiá, por possuir um aroma leve e adocicado. ITÁLIA: Os italianos são considerados os maiores consumidores globais de café feito em máquina, dispondo de aproximadamente 800 mil máquinas de café por todo seu território. Neste cenário, o mercado italiano abre espaço para a entrada tanto de café solúvel, quanto de grãos para a produção nacional. O país gera anualmente cerca de U$S 466,62 milhões FOB. A Itália se firmou como terceira colocada do ranking mundial de importadores do café brasileiro, atrás dos Estados Unidos e Alemanha. Grãos Mais Importados por Europeus As preferências dos europeus, em grande maioria são por grãos nacionais, mas também abrem espaço para o café solúvel. Entre os grãos mais exportados para a União Europeia estão: Café Arábica Este que, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé, é o grão mais exportado do país, representando cerca de 87,2% do total vendido. O Sul de Minas é a maior região produtora de cafés Arábica do Brasil. Tem altitudes entre 850m e 1.250m e temperatura média anual entre 22 e 24°C. Café Bourbon Com notas que lembram o sabor do caramelo, o café Bourbon é uma das variedades mais conhecidas no mundo. Derivado do grão Arábica, o café é muito popular fora do país. Possui um aroma marcante e um sabor inesquecível. Atualmente, a variedade é altamente cultivada no país, em especial na região cafeeira do Cerrado Mineiro. O grão costuma ser produzido em solos com altitude acima de 800 metros e não é uma das variedades mais produtivas, pois seus frutos possuem tamanho menor se comparado às cultivares Mundo Novo. Porém, uma das grandes vantagens do Bourbon é que o café ganha em aroma, sabor e qualidade. Café Acaiá O café Acaiá é um dos mais produzidos no Brasil. Em tupi-guarani, Acaiá significa “frutos com sementes grandes”. Por sua vez, possui um sabor leve e achocolatado, além de uma dose média de acidez. Hoje, as principais linhagens de Acaiá são nomeadas por sufixos identificadores e cultivadas em todo o país, com destaque para a região Sul de Minas Gerais. O Varietal também é cultivado em áreas de cerrado, nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Meios de Transporte para Exportar Café para Europa Como exportar café para Europa é um questionamento que pode se dividir em diversas sub-perguntas, por exemplo: qual o melhor transporte para a exportação? O meio de transporte mais utilizado pelos produtores e exportadores, são os navios. Normalmente, por via marítima a carga é levada dentro de contêineres até seu destino final. Além de proporcionar uma entrega dentro do prazo estabelecido pelos envolvidos na negociação, o transporte oferece um bom custo-benefício em relação ao transporte aéreo, que por seu alto custo é usado apenas em casos pontuais. Algumas situações que proporcionam o transporte aéreo acontecem por conta da ausência do transporte marítimo. Esse ocorrido acontece devido a alta concentração de contêineres e navios em países da primeira prateleira do ranking de exportação cafeeira, como os Estados Unidos, por exemplo. Combine os Termos de Entrega da Importação Segundo o TimeVision, antes de estabelecer um termo de venda, combine com seu comprador as cláusulas de importação (também conhecidas como incoterms : termos comerciais internacionais). O tempo de entrega estabelecido geralmente parte da preferência do comprador em grande maioria, são utilizados o Free On Board (FOB) ou o Cost, Insurance and Freight (CIF). FOB significa que o comprador paga pelo frete e seguro e assume a propriedade da carga no ponto de partida do porto do fornecedor. Se as mercadorias forem danificadas durante o transporte, o comprador ou uma eventual seguradora podem ser responsabilizados. Desta forma, este contrato de importação é frequentemente recomendado, pois libera você, como exportador, de arcar com os custos e responsabilidades dos processos de embarque e importação. Sob um prazo de entrega CIF, o vendedor assume os custos de envio e seguro, e é responsável por qualquer perda ou danos aos grãos de café durante o transporte. Dessa forma, o vendedor deve adquirir documentos específicos, como licenças de exportação e seguros, e arcar com os custos de inspeção. Uma vez que o frete é carregado no porto de chegada escolhido pelo comprador, o comprador torna-se responsável. O CIF pode ser mais caro e arriscado para você como exportador do que o FOB. Embora o CIF geralmente não seja recomendado, ele também tem suas vantagens. É um serviço para o seu comprador, pois você coordena o envio e assume mais riscos. Se decidir enviar nos termos CIF, você poderá cobrar mais por seus produtos em termos relativos, pois também está fornecendo este serviço ao comprador. Custo e Frete (CFR) significa que o exportador é responsável por contratar e pagar pelo transporte até o porto de destino do comprador. A diferença entre o CIF e o CFR é que no caso do CFR o comprador paga pelo seguro, embora o exportador ainda possa ser responsável por qualquer deterioração decorrente do transporte se o café não tiver sido devidamente embalado. Para saber mais informações sobre como exportar café para Europa e muitos outros conteúdos do tema, acompanha o nosso blog!